segunda-feira, 4 de abril de 2016
“E o que te prende a alguém de verdade? O que te prende a alguém de verdade, não é o contato físico, não é a responsabilidade, não é o medo ou a insegurança de arriscar, não é o comodismo por achar a sua vida perfeita, não é nada disso. O que te prende a alguém de verdade, é a vontade de querer bem, a força que te arrasta, que te faz levantar todos os dias e aquele alguém acordar contigo, dentro da sua cabeça, dentro do seu coração, de um jeito com que, podem cortar os seus pulsos, machucar seus ouvidos, cegar os seus olhos, arranhar o seu corpo, mas por dentro, ela ainda vive. Podem calar sua boca, mas não o seu universo. O que te prende de verdade a alguém, é a sensação de saber que seu mundo só se encaixa no dito “mundo perfeito”, porque aquela pessoa existe no mundo. A sensação que você tem de que se olhar para trás, mesmo não sendo a realidade, você se enxerga no meio na infância dela, quem sabe, ao lado do berço no dia em que ela nasceu. Eu nem daria a isso no nome de gostar, gostar se torna ínfimo e tão simples que perde o brilho diante de tal sentimento. Eu diria que amar a alguém com um amor dessa natureza ultrapassa a razão, e a razão não se encaixa mais em sentido algum. O que te prende a alguém de verdade é a liberdade de poder amar onde ninguém te vê.”
(Ricardo F.)
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