segunda-feira, 20 de junho de 2016

A ESSÊNCIA DO AMOR
O amor pode estar numas linhas de palavras que se forma um belo texto. Porém sinto em dizer que o amor não existe. Não, ele pode até existir, oculto dentro de cada um de nós, mas se cada pessoa brincar de amar, quando na verdade nem sabe o significado do amor. Nunca irá saber qual a verdadeira essência do amor, se ao invés de construir o amor naquela pessoa, fica querendo distribuir o amor em várias outras. Isso não é amar! Essa não é a essência do amor. Então se você pensa que vive o amor, mas vive sem a essência do amor, você não vive o amor.
Lesley Anselmo

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Olha, sabe? na boa
Hoje eu não estou para ouvir música
Agradeço, mas... hoje não dá...
Não estou para conversa
Hoje, não quero um ombro amigo
Para desabafar...
Não quero chorar...
Meu coração está machucado
Mas, eu não quero chorar
Está doendo demais
Só que eu não QUERO chorar...
Me desculpe... mesmo
Só que hoje, a única companhia que quero.
É da solidão...
Quero ficar no escuro do meu quarto,
Ouvindo o barulho do silêncio,
E esquecer que meu coração está machucado e
Sangrando...
Lisa Hallowey



Peões, peões... apenas peões para atingirem objetivos, para tapar os buracos e se proteger, peças movidas com a mente, coração longe, manipulação nos olhos, talvez em algum momento possa deparar com aquela peça que o transforma em uma simples peça, pois um dia todos terão seu momento, aquele que descobre o que é ser apenas uma peça.
Mova suavemente na vida de outros, seja a partida lembrada, não aquela que amargamente lamentamos e desejamos esquecer. Tenha movimentos leves, movimente-se com graça, para no final ao invés de derrubar e gritar xeque -mate, diga: xeque! E devolva todas as peças na caixa, para que amanhã possa ter o prazer de ter com quem dividir as peças.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Ela era uma chuva fina
Ele apareceu, ela virou garoa
Ele foi embora, ela transformou-se em tempestade
Lisa
"Bom dia"
Era o que um dizia para o outro.
Ele gostava dela. Ela gostava dele.
" Oi, tudo bem?"
Ele queria dizer que a amava.
Ela tinha medo que ele disesse que a amava.
"Como foi seu dia?"
Ela queria dizer que sentiu falta dele.
Ele queria ouvir ela dizer que estava com saudades.
Passaram-se os dias...
Os meses, e nenhum tinha coragem de dizer o que sentia.
Eram apenas amigos. Mas, o amor não sabia o que era isso, e o sentimento foi crescendo.
Até que um dia, ele criou coragem. Ligou logo cedo. Iria dizer:
"Bom dia! Sabe? Eu te amo!"
Iria ser direto. Chega de rodeio.
O telefone toca. Toca. Nada. Uma, duas, três, quatro e nada. "Estranho, ela nunca deixa de atender"- ele pensa.
Foi trabalhar preocupado.
No escritório, ligou de novo e nada. Naquele dia, não tirava ela da cabeça.
A noite, assim que chegou em casa, só abriu a porta e acendeu a luz. Pegou o telefone e ligou. Chamava, chamava e ninguém atendia. Porém, uma coisa estranha aconteceu. Enquanto ligava, o barulho do celular dela parecia estar perto. Parecia vim do seu quarto. Então, ele foi até lá, ainda com o telefone na mão a chamar. Quando ele abriu a porta, ela atendeu. Ele não disse nada, de tão surpreso que estava. Pois, ali na sua frente estava ela, com um sorriso estampado, segurando o celular e dizendo com sua voz doce:
"Boa noite! Tudo bem com você? Eu senti saudades, por isso, resolvi vim lhe ver!"
Lisa
Clarice
Clarice era assim;
Tinha medos bobos
E coragens absurdas
Tinha medo de amar
Mas não tinha medo de tirar a própria vida
Mesmo com medo,
Se entregava de corpo inteiro
Entregava até a alma
Mas, sempre em troca
Recebia apenas migalhas
Clarice não sabia cuidar de si mesma
Mas, sabia cuidar dos outros
Clarice era uma garota triste
Mas sempre com sorriso no rosto
As pessoas tristes
São as que tem o sorriso mais lindo
Por isso, ninguém desconfiou
Quando Clarice subiu
Na janela do quinto andar
E lá de cima se jogou...
Lisa (Clarice Lispector e Legião Urbana)

domingo, 12 de junho de 2016



Escrevo palavras desconhecidas
Sem significados
Apenas para desabafar
Sentimentos também, a mim, desconhecidos
Escrevo nas paredes desse quarto
Coisas que jamais, ousarei
Debater
Não sei até que ponto, minha sanidade foi abalada
Já não sei o que e certo ou errado
O que é real ou imaginário...
Meus demônios, me perseguem
Nem minhas preces
São mais ouvidas
Até os anjos do céu, me abandonaram
Me vejo agora, de frente a um abismo
Tenho medo de me entregar , pular
E permanecer caindo
Já não sei quem sou
Pra onde vou
Qual é o meu destino
Não tenho noção de tempo
Meu corpo, transformou -se em hospício
Minha mente, em uma cela
E minhas ideias, viraram loucura
O vermelho usado nas paredes do meu quarto, é o mesmo que
Correm por minhas veias
Lisa


12/06
Hoje, o telefone não vai tocar. Você não vai me ligar. Não vou ouvir sua voz.
Hoje, já faz um ano que você saiu pela aquela porta, e não voltou. E não vai voltar...
Foi uma briga sem motivo. Foi uma briga sem sentido. Gritos. Coisas jogadas no chão. Palavras ditas da boca para fora, mas que naquela hora, doeu mais que qualquer tapa na cara.
Chorei. Te ofendi. Você tentou explicar, mas eu não deixei. Você desistiu, e com lágrimas nos olhos, você me disse adeus.
"Vai, vai. Não quero te ver mais. Espero que nunca mais volte!"- gritei da porta da sala, sem pensar nas palavras.
Com um olhar de tristeza, você me disse ainda, antes de bater a porta. "eu te amo, pena que você não acredita."
Da janela do apartamento, eu vi você ainda olhar para cima, e abaixar a cabeça. Desviei o olhar, e quando olhei de novo, você virava a esquina.
Passou alguns minutos, e secando as lágrimas, fui até o banheiro. Tomei um banho demorado. Depois, enrolada na toalha, fui para o quarto e sentei na cama. Foi quando a ficha caiu. As lágrimas voltaram. Chorei compulsivamente. Já era madrugada, quando já não tinha mais lágrimas para serem derramadas. A cabeça doía, e para passar a maldita dor, abri a gaveta do criado-mudo e peguei alguns comprimidos e tomei. Ali, eu apaguei...
****
Hoje, fazem exatamente um ano que eu apaguei e nunca mais acordei. Tomei a dosagem errada. Meu coração parou de bater. Agora, sou uma alma atormentada, presa nesse apartamento, abandonado.
Sei que você vai no cemitério me levar flores. Mas, eu queria mesmo, era ouvir sua voz, e também queria dizer, que me arrependo das palavras que disse, e o quando eu te amo e preciso de você.
Lisa

sábado, 11 de junho de 2016

O Amor
O amor é algo inexplicável e imensurável, difícil lidar. O amor e eu andamos de mãos dadas, mas sem comunicação. Que seja tudo por amor. Sim, que seja o amor falando mais alto do que a comunicação em si. As músicas só falam de amor, e os corações se enchem de dor. O sentimento acompanha o compasso da levada, que é a dor no coração que perde um amor. O amor pode se tornar dor, mas nunca deixa de ser amor.
Lesley Anselmo e Ana Carolina.
Para alguém...
Sabe o amor?
Um dia, um estranho me falou que ele era lindo
Só que também, perigoso
Mas, eu teimosa do jeito que sou,
Me arrisquei a procurar pelo amor
E ignorei o que o estranho me falou...
No meio do caminho, encontrei um labirinto
Onde me perdi
Um abismo, onde me joguei
Um mar, onde me afoguei
Ai, foi que lembrei e passei a acreditar
No que o estranho me falo
Realmente, o amor é perigoso
É lindo, mas perigoso
Corremos o risco de sofrer
Porém, apesar de saber disso, eu continuei
A me arriscar entre labirintos
A me jogar de abismos
A me afogar entres mares
Porque, se eu não tivesse feito isso,
Não teria encontrado você...
Lisa e Lesley
10/06
Já fui flor
Hoje sou pedra
Já amei
E não fui amada
Já me entreguei por inteiro
E, por causa disso,
Hoje, meu coração transformou-se em restos

Já chorei por quem não devia
Hoje, escolho quem merece minhas lágrimas
Já tropecei várias vezes e cai no caminho
Mas, sempre me levantei
E segui em frente, mesmo machucada
Já fiquei na beira do abismo
Mas, por ter medo de altura
Resolvi não olhar para baixo
Nunca tive medo do escuro
Mas tenho medo da luz no fim do túnel
Não tenho medo da morte
Mas tenho medo do amor
Porque de todas as armas que existem
ele ainda é a mais perigosa
Lisa



Moço, olha só o que eu escrevi
Enquanto eu contemplava a lua no céu,
Contando as estrelas
Fazendo versos e prosas
Tentando desabafar e
Colocar para fora, as mágoas
De um coração despedaçado...
Moço, olha só o que eu escrevi
Enquanto contemplava o pôr do sol
Ouvindo o canto dos pássaros...
Compus uma canção
Imaginando a mais bela melodia
Que pudesse expressar o quanto eu estou apaixonada
Moço, olha só o que eu te escrevi
Olhando o sua imagem num velho porta retrato
Queria que você soubesse que
Seus olhos me encantam
Seu sorriso me fascina
Você foi ... é o estranho
Que deu vida aos meus dias...
Lisa
A escuridão já virou minha amiga...
Já não tenho medo mais da morte...
As lâminas são meus brinquedos
O veneno, minha bebida...
Lágrimas, já não tenho mais...
Sentimentos, tranquei em um baú
E joguei as chaves fora...
Amor transformou-se em ódio
Verdades em mentiras...
Fui machucada por dentro de um jeito,
Que já não ligo para os cortes em meus pulsos...
Escrevo meus versos malditos
Esses versos malditos
Nas paredes de um manicômio
Lisa

sábado, 4 de junho de 2016

Ela sempre ia naquela cafeteria. Não importava o tempo, era seu ritual. Sempre sentava-se naquela mesa do lado de fora. O garçom já sabia qual era o seu pedido. Assim, que ela entrava, ele lhe dava um sorriso, e vinha com uma xícara de chá.
Ela retribuia o sorriso. Colocava sua bolsa de lado, pegava seu livro e começava a ler ou escrever no seu caderno, observando as pessoas ao redor.
Conhecia, praticamente, todos que frequentavam ali. Com alguns, ás vezes trocava uma palavra. Com outros, apenas um cumprimento de cabeça. Essa era sua rotina, até aquele dia...
Era uma manhã qualquer. Ela estava sentada, dessa vez, apenas com um caderno, observando o movimento, quando, de repente, aparece um rapaz, do qual, nunca tinha visto antes.
Ele usava uma calça jeans, camisa branca e uma mochila nas costas. Ela não teria reparado nele, se não fosse ele ter esbarrado em outro rapaz, e ter derrubado a pasta que esse carregava. Ele abaixa-se para pegar, e ao levantar-se, seus olhos se cruzam.
"Que olhos!"
Ficaram encarando-se por alguns segundos. Ele lhe dá um sorriso. Ela abaixa a cabeça, sem graça, mas logo, levanta de novo para ver onde ele iria se sentar.
Ele foi até o outro lado, jogou sua mochila num dos bancos, e sentou-se de frente para a mesa onde ela estava. Olhou-a novamente, depois, abaixou a cabeça e abriu a mochila, tirando um livro de dentro.
Ela observa seus movimentos. Pega seu caderno e um lápis, e cameça a rabiscar um esboço, de longe, daquele rapaz.
"Olha pra mim... olha pra mim"- ele dizia, em pensamentos, e parece, que por telepatia, ele levanta a cabeça, fechando o livro e a olha.
O garçom aproxima-se da mesa dele. Ele faz seu pedido e diz algo mais fazendo um movimento de cabeça em direção a mesa dela. O garçom vira-se para olhar, dá um sorriso, e concorda com a cabeça.
Então, ele pega um guardanapo, escreve umas palavras, e entrega ao garçom. E sem esperar seu pedido, pega sua mochila e sai dando um sorriso para ela.
O graçom vai até a mesa dela e entrega o guardanapo e sai. Nele estava escrito: " ME olha de novo."
E la dá um sorriso e guarda o papel dentro do caderno, onde havia desenhado o rosto dele. 
Na manhã seguinte, ao chegar na cafeteria, lá estava ele, sentado em uma das mesas do lado de fora, e sua mochila no banco. Em cima da mesa, um livro aberto.
Ela senta-se, abre o caderno e volta a desenhar o rosto dele.
Já ele, percebe que está sendo observado. Fecha o livro e fica olhando por um momento na direção dela. Pega sua mochila, levanta-se e vai até a mesa dela.
"Posso me sentar aqui?"
Com um susto, ela fecha o caderno e olha para ele. Ele parece divertir-se com a reação dela. 
"Desculpe, não queria te assustar."
" Não... não assustou... só estava distraida... Pode senta."- ela diz, tirando sua bolsa do banco. 
"Você estava me desenhando?"
"Co... como você ... perai..."- ela começa a ficar vermelha.
Ele lhe dá um sorriso, pega em seu queixo e faz ela olhar em seus olhos, e diz.
"Me olha de novo."
E sem ela esperar, ele se inclina sobre a mesa e lhe dá um beijo.
Depois sussurra em seu ouvido: "não foge de mim... me olha de novo... vem ser minha."
Ela afasta-se um pouco e fica encarando ele.
"Como assim? Nem te conheço."
"Pois eu sim. Faz tempo que ti observo.Você que nunca reparou em mim, porque sempre estou lá dentro, sentado, longe dos olhares. Só que eu não aguentei mais... eu preciso que você me olhe..."- ele aproxima-se de novo e lhe dá outro beijo.
Ela se deixa levar. Aquele beijo, ardente... urgente... desejado... imagens começam a formar-se em sua mente.
Os dois em um quarto. Ele a beijando loucamente, a envolvendo em seus braços. Fazendo seus corações pulsarem. Sua boca passando por sua garganta, a enfraquecendo. Suas mãos a acariciando. Seus corpos envolvendo-se numa dança de desejo e paixão, transpirando de prazer...
"Para." - ela diz, afastando-se um pouco e encarando ele novamente, encarando aqueles olhos que poderiam ser sua perdição.
"Você não quer que eu pare... Você pode dizer uma coisa, mas seus olhos dizem outra... Fica comigo... Deixa eu fazer o que está imaginando..."
Surpresa, ela levanta-se, derrubando a cadeira. Ele também levanta-se e pega a mão dela, puxando-a para si.
"Não foge de mim."
Sem pensar, ela o envolve pelo pescoço. E dessa vez, ela que o beija. Primeiro, um selinho. Depois, ela passa a lingua pelo seus lábios, mordendo eles. Agora, o beija como se nunca tivesse beijado ninguém. Com fervor, desejo.
Os dois esquecem que estão no meio da cafeteria. Só se dão conta disso, quando ouve os aplausos e vivas.
Um olha para o outro e da um sorriso. 
" Me leva daqui, então, e faz o que eu estou imaginando"- ela diz o beijando novamente.
"Não precisa pedir duas vezes"- ele pega sua mochila e depois na mão dela, e os dois saem deixando para trás mais aplausos e vivas.

Lisa Hallowey




quinta-feira, 2 de junho de 2016

Ah Clarisse... Clarisse...
Se tu soubesses como sinto tua falta, Clarisse...
Daquele olhar de menina travessa
Daquele sorriso encantador...
Daquela voz suave...
Daqueles cabelos negros como a noite
Daquele perfume de Jasmim...
Ah Clarisse... Se tu soubesses como faz falta..
Eu queria ter tido tempo, de dizer o quanto te amava...
Eu ia dizer que te amava, mas o destino cruel, nos separou antes
Não entendo por que fizeste isso, Clarisse...
Se todos te amavam...
Mas, quem sou eu para jugar o seus motivos?
Um mero vagabundo, poeta aposentado
Eu bem que poderia ter percebido, que você precisava de ajuda
Você sorria demais...
Quem muito sorri, esconde algo
Algo que machuca... corroí a alma..
Mas agora é tarde, Clarisse...
Você já não está mais entre nós...
Seu corpo descansa em paz...
Mas a sua alma, não...
Tu cortastes as veias...
Sangrou, tranca num quarto...
Esperou a morte lentamente...
Ah, Clarisse... como eu sinto a tua falta....
Lisa Hallowey


quarta-feira, 1 de junho de 2016

Sabe a chuva? Ela me inspira...
O sol fez isso uma vez, mas hoje, se esconde entre nuvens...
Ai, a garoa aproveitou, e tomou o seu lugar...
Chegou com pequenas gotas,
Transformou-se em chuva, e tem dias que é pura tempestade...
E o sol, mesmo se quisesse se aproximar
Perdeu o seu lugar...
A chuva que cai lá fora, é igual a que escorre dos meus olhos aqui dentro...
A chuva representa minha dor
E a dor é como poesia, para um coração amargurado
Por isso, adoro caminhar na chuva
Assim ninguém me vê chorar...
Lisa Hallowey


Whisky


Naquela bendita taberna ,
Com um copo de whisky, 
Me lamentava as dores , de um coração destruído. ..

Foi, quando , William
Sentou do meu lado e me disse:
"Chorar sobre as desgraças passadas é a maneira mais segura de atrai outras."
Me deu um tapinha nas costas , tomou um gole do meu whisky e saiu...

Na no fundo , daquele recinto, Freud se levantou...
" A felicidade é um problema individual. Aqui ,nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar - se feliz."
Veio em minha direção , bebeu do meu copo , fez uma referência e saiu sem mais nenhuma explicação. ..

Machado, que passava o pano no balcão, olhou bem nos meus olhos :" Cada qual sabe amar a seu modo; o modo , pouco importa; o essencial é que saiba amar."
Pegou meu copo , e embarcou o último gole , deixando o vazio , como meu coração. ..

" Quem inventou a porra do amor? A desgraça? A desilusão? "
Me levantei revoltado ,
Jogando o copo no chão. ..
Sai daquela taberna, 
Junto com minha aflição...
Mas sorrindo por dentro por causa daquela cena hilaria e daqueles três cidadão. ..

Dentro do meu copo, não tinha só whisky , gelo e limão. ..
Também tinha veneno, 
Agora já era , 
ninguém mandou roubar a cena desse pobre suicida apaixonado 
que queria ver a morte dormindo do seu lado...

Elisangela Domingos




V um vum vum
Não se pode dizer que naquele recinto existe silêncio porque o ventilador faz
Vum vum vum vum
Também não se pode dizer que está vazio aquele recinto
Existe dois seres , um morto e um vivo
Vum vum vum vum
Um espera comer ou outro um " cochilo "

Elisangela Domingos


Sábado a noite


Vestida da cor do pecado
Maquiada com a luxúria
Em cima de um salto Luiz 15. ..


Saiu na noite de lua cheia
Em busca de um romance arrebatador. ..

Na esquina da rua " Afrodite,
Encontrou a Boate de Madame Bovary. ..

Entrou ,e sentou no balcão
Pediu um drink,
Draw martine. ..

Olhares de desejo
E cobiça lhe envolveram...

Na Jukebox,
Toca blues e soul...

Seus olhos negros como a noite,
Seus cabelos cobres, que nem o por do sol. ..
Pele clara e macia que nem veludo e lábios cheios , como se tivesse sido desenhado. ...

Seria ela uma Deusa, ou um demônio disfarçado?



Lisa Hallowey